Eu parei o roteiro. Quero dizer: "parei de escrevê-lo no ritmo que estava". E isto é ruim. O projeto está escondido e não está amontoado no monte de escritos e manuscritos que empilho na mesa da sala.
Eu não consigo continuar. São dois os caminhos que escolhi para a segunda parte. Syd Field descreve esta parte como parte II ou Confrontação. E agora onde estão estes espelhos que se debatem e que chegam neste momento da disputa? Eu fiz direitinho até agora. Confesso. Não foi fácil. Este meu amigo - que subscreve estes diálogos - recebeu quase que diariamente cada cena, cada movimentação destes passos iniciais. Eu tenho ciência de que lhes dei (foi mais de um leitor-beta) aquele PONTO DE VIRADA I, bem nesta região limítrofe entre o ATO I e o ATO II.
Eu sei que concedi a eles este quase novo suspiro dentro da narrativa cênica. A personagem movia-se sempre entre um ponto positivo e negativo (diz aí amigo se não te causei isso?). Cada cena tinha um BEAT, cada cena tinha esta movimentação necessária e imposta.
Mas agora...agora eu estaciona entre escolhas. Literalmente inventei dois caminhos: o óbvio e o previsível; e o caminho da mudança brusca, indo ao encontro de uma origem para algumas vicissitudes da personagem principal.
Eu estou sendo bom, estou sendo fiel a estes passos aprendidos. Mas não me perco apenas na estrutura meticulosa e certeira dos professores, eu me distancio, como se pudesse imprimir um ritmo ou assinatura minha. Vou seguindo pela estrada com um pé nos ladrilhos amarelos e o chão de terra.
Uma coisa tem que ser dita. As primeiras linhas deste roteiro, eu as escrevia a mão, sobre as páginas de uma moleskine, especialmente escolhida para estes processos iniciais: a escolha das palavras, das ações e das imagens. Mas aí parti para o auxílio do CELTIX para tornar o processo criativo algo mais real, como se as palavras digitadas me dessem a noção do real que estava idealizando. E para este registro, eu OBSERVO que o processo flui mais rapidamente. E eu preciso de pressa. O ritmo da escrita sobre o papel me dá o charme que preciso, mas me tira o tempo que não tenho - digladio o tempo todo com o que fazer adequadamente com o tempo.
Mas iniciei pela infância a segunda parte. Mas o que vou confrontar?
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