MEUS ROTEIROS 2 (QUASE-LONGA)

Nikhov é um daqueles personagens que marca – pelo menos para minha literatura. Um personagem forte, belo e envolvente, independente de sua formatação no mundo do real. Ele alcança qualquer forma, qualquer sensibilidade. No livro homônimo que dá vida – ou pelo menos tenta – a ele, eu tensionei uma criatura entre as memórias e desejos de um escritor homossexual deliberadamente solitário, que se permitiu amar. Veja bem, este escritor inventou Nikhov – um modelo apolíneo de suas conjecturas carnais. Isto está posto.
O difícil, no cinema, é in-coporar estas personagens frutos de devaneio, embora não seja impossível. Os manuais pedem que demos voz e corpo aos nossos heróis. Isto foi o mais difícil para Nikhov, repito: não impossível.
Eu não quero mais teorizar sobre isso. Eu dei vazão a uma criação mais do que imagética do escritor-narrador-personagem, e então veio a ideia de corporificar este homem ideal.
Que vocês acham desta primeira parte?
Script Nikhov – entre o desejo e a fuga

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Um comentário:


  1. É uma daquelas histórias que mexe no psicológico de cada um que observa o que está sendo apresentado. Torço muito pra que esse roteiro saia do papel. Desde quando li o livro fiquei fascinado com a história e curioso sobre esse personagem escorregadio que põe sempre em dúvida sua existência me deixando arrepiado a cada leitura. O roteiro está sendo escrito por alguém que ao meu ver está buscando a perfeição de um roteiro ganhador de Oscar, Berlinale, Golden globe, festival de Veneza, Bafta, Cannes, etc (só os melhores). Sou meio suspeito pra comentar, mas essas são minhas considerações sinceras de quem sempre torce pelo seu sucesso.

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