Não se pode falar em tratamento sem acabamento. Tem muita coisa envolvida ainda neste trajeto.
Ao finalzinho do Manual do roteirista, eu já revelava todas as constatações que Field elencava em seu livro. Desistência; ansiedade; persistência tudo estava previamente assinalado por ele. A experiência o autorizava antecipar tudo aquilo e a minha inexperiência corroborava suas palavras.
Eu entreguei o texto para um amigo ator. Ele ficou bastante excitado com o texto porque eu havia ecrito um curta o qual ele gostou muito. Mas daí partir para o longa metragem é um caminho bastante tortuoso. Mas eu me sentia pronto para atravessá-lo.
Eu também não obtive respostas sobre este roteiro. E a ansiedade me corroía ainda mais rapidamente.
E o que aprendi com todo este processo foi saber esperar.
E o que aprendi com todo este processo foi saber esperar.
Mas o mais difícil desta espera é saber se você acertou. Fica a tola esperança de que eu acertei de primeira. E isto não existe.
O tratamento requer este jogo de interesses: seu e do texto. Mas eu já não consigo separar as coisas.
Estou preparado para os erros? Bem, eu preciso saber quais são, então, depois eu saberei que decisão tomar.
E ai, que fica a questão onde sempre me pergunto? Para escrever, ser escritor é preciso problematizar. Se o texto não tiver impacto não causa mudanças. "Fica aquela de não julgar o livro pela feia capa"...? Mas também erramos, não somos um dicionário humano. Esse ficou interessante...Procede?...
ResponderExcluirBem, não é bem uma sine qua non a problematização,na verdade, é exigência do Manual. Mas a sensação de promover mudanças é algo que parece ser próprio do roteiro cinematográfico. Como escritor de ficção, eu acredito numa liberdade!
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